Existencialismo e gênero em Simone de Beauvoir: crítica e "feminismo"
| Beneficiário: | Djamila Taís Ribeiro dos Santos |
| Instituição: | Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos, SP, Brasil |
| Pesquisador responsável: | Alexandre de Oliveira Torres Carrasco |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Filosofia |
| Linha de fomento: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Processo: | 11/00327-4 |
| Vigência: | 01 de outubro de 2011 - 31 de março de 2012 |
| Assunto(s): | FeminismoExistencialismoFenomenologia |
Resumo
Na obra o Segundo sexo - Fatos e mitos - Simone de Beauvoir pensa a categoria gênero a partir da condição da mulher. Para tal, ela mobiliza um conjunto de categorias que se estão diretamente ligadas ao empreendimento filosófico sartriano, notadamente em O Ser e o Nada, adquirem uma especificidade na discussão de gênero que permite que falemos em um "feminismo existencialista".Para não sermos infiel, entretanto, ao projeto de Beauvoir, é necessário acompanhar como esse feminismo é decorrência de certo existencialismo.Com a famosa frase: "não se nasce mulher, torna-se" Beauvoir constrói uma crítica ao "eterno feminino" evidenciando que o gênero para a mulher é algo que se impõe a ela. No projeto de Simone de Beauvoir, o gênero é simultaneamente condição para se pensar a mulher e objeto de crítica.A filósofa inicia este projeto refutando a existência de uma natureza feminina, tributária do gênero, dada pela biologia. A crítica a seguir contrapõe a psicanálise e os conceitos freudianos e por fim, Beauvoir refuta a teoria marxista em relação à mulher. Essas três instâncias são consideradas por Beauvoir, como instâncias que bloqueiam a liberdade da mulher, ao interpor à radicalidade do projeto (de cada um/uma), uma mediação inerte que mitiga e até certo ponto o nega, o gênero.Nosso projeto de pesquisa pretende evidenciar como, ao realizar uma das obras mais importantes para explicar a situação da mulher, Simone de Beauvoir constrói assim um feminismo existencialista. (AU)
Na obra o Segundo sexo - Fatos e mitos - Simone de Beauvoir pensa a categoria gênero a partir da condição da mulher. Para tal, ela mobiliza um conjunto de categorias que se estão diretamente ligadas ao empreendimento filosófico sartriano, notadamente em O Ser e o Nada, adquirem uma especificidade na discussão de gênero que permite que falemos em um "feminismo existencialista".Para não sermos infiel, entretanto, ao projeto de Beauvoir, é necessário acompanhar como esse feminismo é decorrência de certo existencialismo.Com a famosa frase: "não se nasce mulher, torna-se" Beauvoir constrói uma crítica ao "eterno feminino" evidenciando que o gênero para a mulher é algo que se impõe a ela. No projeto de Simone de Beauvoir, o gênero é simultaneamente condição para se pensar a mulher e objeto de crítica.A filósofa inicia este projeto refutando a existência de uma natureza feminina, tributária do gênero, dada pela biologia. A crítica a seguir contrapõe a psicanálise e os conceitos freudianos e por fim, Beauvoir refuta a teoria marxista em relação à mulher. Essas três instâncias são consideradas por Beauvoir, como instâncias que bloqueiam a liberdade da mulher, ao interpor à radicalidade do projeto (de cada um/uma), uma mediação inerte que mitiga e até certo ponto o nega, o gênero.Nosso projeto de pesquisa pretende evidenciar como, ao realizar uma das obras mais importantes para explicar a situação da mulher, Simone de Beauvoir constrói assim um feminismo existencialista. (AU)
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