quarta-feira, 8 de outubro de 2014

segunda-feira, 17 de junho de 2013

FEMINISMO - GÊNERO, NÚMERO E GRAU

Cynara Menezes, jornalista
A edição de No. 750 (maio, 2013) da revista Carta Capital veio coroada por mais uma excelente reportagem de Cynara Menezes.

Nos últimos meses, nós aqui em casa, meio que sem notar, nos tornamos fãs dessa socialista morena, de prosa límpida e abordagens temáticas intrigantes. Eu demorei a perceber que várias de minhas matérias preferidas eram assinadas pela mesma pessoa. Sem dúvida, um dos fatores que pesaram na hora de fazer o orçamento doméstico e decidir, na ponta do lápis, se a gente deve mesmo renovar a assinatura da revista. 

Cynara e sua talentosa caneta.
Dessa vez ela produziu um texto que é, praticamente — a menos que me falhe a memória —, a única abordagem ampla, objetivamente informada, não sectária e não tendenciosa que eu já li na mídia sobre uma temática feminista, iniciando uma oportuna discussão que merece comentário.

Cena de Mad Man
“Cavalheiro ou canalha?”, pergunta o título da matéria. E logo abaixo, na chamada, vem o resumo da ópera: “Pagar a conta do restaurante, abrir a porta do carro, oferecer o braço para atravessar a rua... Esqueça. Para jovens feministas, a gentileza não passa de um ardil machista para submetê-las”.

Kamala Harris, Barak Obama e nada de ofenças
O texto já começa incendiando a nossa curiosidade. “Simpático à causa feminista, aparente modelo de pai e marido”, descreve Cynara, “o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, viveu seu dia de ‘brucutu’ há algumas semanas. Seu pecado: elogiar uma mulher. Na posse da nova procuradora-geral, Kamala Harris, Obama não resistiu e soltou um galanteio: ‘É, de longe, a mais bela procuradora-geral’. Harris sorriu, lisonjeada, mas o presidente virou alvo das feministas, que o acusaram de prejudicar a luta pela igualdade entre os gêneros no trabalho quando destacou um atributo físico da procuradora”.

Cynara enfatiza: “Pasmem, senhores, mas o cavalheirismo deixou de ser uma unanimidade”.

Propaganda de época
A teoria, que ressurgiu recentemente devido aos trabalhos de certos grupos de pesquisa, sugere que o cavalheirismo é apenas uma forma disfarçada — diz-se “benevolente” — de machismo, ou seja, uma estratégia de manutenção da suposta “superioridade masculina”. 


Em dois trabalhos recentes, pesquisadores tentam provar que atitudes aparentemente inocentes, culturalmente vistas como sinais de boa conduta masculina — como abrir portas, carregar objetos pesados, oferecer o braço ao cruzar a rua, ceder seu lugar no ônibus, encarregar-se da conta do jantar ou do cinema, e por aí vai —, teriam, encoberta, a função de ritualizar a imagem social da mulher como submissa e dependente.

A psicanalista Regina Navarro Lins
A psicanalista Regina Navarro Lins, autora de O Cavalheirismo é Nocivo às Mulheres, lança a questão: “Que tipo de homem deseja proteger uma mulher? Certamente, não seria um que a vê como uma igual, que a encara como um par. Mas aquele que se sente superior a ela”. Para a estudante de psicologia Bianca Andrade, o cavalheirismo “é uma forma de submissão mais eficaz encontrada pelo patriarcado machista. Funciona melhor que o machismo literal”. 


"O típico agressor machista", segundo militantes
Segundo integrantes da Marcha Mundial de Mulheres, sendo uma forma enganadora de machismo, o cavalheirismo é um tipo disfarçado de agressão. “Ser cavalheiro não significa que o cara será gente boa”, afirma a socióloga Tica Moreno, “mesmo porque o cavalheirismo acontece no espaço público e a violência, no privado”.

Mas então significa o contrário? Há mesmo, no tratamento especial dirigido às mulheres, via de regra, uma forma de maldade? Será?

Cena de Luzes da Cidade (1931)
Na ânsia de provar que o cavalheiro é a “outra face do típico agressor machista”, Regina Navarro chega a fazer afirmações impossíveis de se comprovar: “Jamais vai passar pela cabeça de um homem que não é machista a idéia de se levantar para puxar a cadeira para uma mulher”. Frase que me soa de uma generalização brutal. A meu ver, uma forma de etiqueta que a maioria dos meninos aprende com mulheres (mãe, tias, professoras etc.) e que é muitas vezes cobrada por mulheres, certamente pode refletir inúmeras mentalidades, não somente “eu sou superior a você”. Mais uma obrigação da vida masculina a ser travestida de misoginia, o cavalheirismo me parece, na pior das hipóteses, um costume inútil.

A polarização é sexista e anti-humanista, mas, sem
ela, a visão feminista da luta entre os sexos sufoca.
“Pode até soar absurdo para os homens”, explica Cynara, “mas o discurso da psicanalista ecoa entre mulheres interessadas em temas feministas.” Nessa frase vem à tona, em minha opinião, o único deslize de seu artigo: a crença na polarização. Homens de um lado, mulheres do outro. Todos os homens citados representam o pensamento conservador e a maioria das mulheres citadas o pensamento feminista. Sem polarizar, toda a argumentação se desmembra e o feminismo fica parecendo uma série de golpes no vazio. 

Para quem vive desse ativismo, trata-se do velho “dividir para conquistar”, e a arena do jogo é a nossa identidade de gênero. Uma vez que sem times em oposição não há jogo, forja-se a polarização. Funciona naturalmente. Essa falha está incutida em nossa própria maneira de perceber a realidade e possui bases socioculturais, lingüísticas e cognitivas tão profundas quanto antigas, podendo inclusive ser explorada de forma consciente e com diversos propósitos.


O Senador McCarthy em sua "caça às bruxas"
No caso do moderno feminismo corporativo tem-se um nítido exemplo disso. São inúmeras organizações, muitas exetremamente bem financiadas, que dependem da retórica da polarização e vendem uma doutrina abertamente maniqueísta, similar ao macarthismo na época da guerra fria, que via comunismo em tudo, principalmente nos céticos que discordavam. 


Aqui, como no onipresente comunismo caçado pelo Senador McCarthy  que foi de uma forma alternativa de governo a um sinônimo de tudo o que o Senador chamava de antiamericano —, o machismo escapa aos limites de sua própria definição, tornando-se qualquer coisa que possa ser considerada, mesmo que remotamente, negativa para alguma mulher ou para o feminino em geral. E o fato de que nem todos pensam do mesmo modo não passa de mais uma prova da existência desse machismo multifacetado, sem proporções...


O vício da polarização nubla nosso julgamento, embaça nosso senso crítico. A idéia de que haja pessoas querendo ver violência de gênero em obsoletas regras sociais de boa conduta não é absurda só para os homens, nem atraente só para as mulheres, assim como nem tudo que possa ser prejudicial às mulheres é uma evidência de machismo, da maldade inerente ao sexo masculino. Maniqueísmos a parte, a verdade é que, no âmbito mundial, essa tendência paranóica e chauvinista do atual feminismo tem decepcionado — e até assustado — um número crescente de mulheres.

A escritora e crítica cultural Camille Paglia, autora de Personas Sexuais, a muito vive no futuro profetizado por Regina Navarro Lins, que afirma que em algumas décadas todos seremos bissexuais, não haverá mais casais e ninguém será romântico, ou seja, assim como o branco que surge quando as cores do arco íris giram em um disco, toda a diversidade humana se diluirá numa indistinta unificação da vida. Ao contrário de Regina — que é mãe e esposa, casada tradicionalmente e vive dentro das fronteiras seguras da normalidade aceita —, Paglia é bissexual assumida, adora transar com gays, é solteira e prefere viver sozinha. 


Apologista da pornografia, nos anos 80 a escritora defendeu a revista Playboy e a cantora Madonna de espalhafatosos ataques feministas. Obviamente, tanto a revista quanto a cantora eram acusadas de ser qualquer coisa de horrível que o patriarcado do mal está fazendo contra todas as mulheres.

Ao fim de muita briga, cansada de exageros, contra-sensos e totalitarismos, Paglia pulou fora do movimento e passou a declarar-se feminista dissidente e crítica ferrenha do que chama de “vitimização feminista”, como muitas mulheres que atuam como intelectuais hoje em dia estão fazendo. Durante uma cômica entrevista no programa do comediante Bill Maher, Politicaly Incorect, Paglia afirmou que o útero não é liberal. 


Segundo ela, os hippies terminaram sozinhos porque a maioria das mulheres liberais, filhas da contracultura dos anos 60, após certa idade, ao ouvir o chamado do útero, tornaram-se cópias caretas de suas velhas mães e se refugiaram na mesmice do chamado “patriarcado”. A partir daí, dizer-se liberal e feminista é só para manter a imagem.

Para Paglia, que se diz fã de toda a diferença, a propaganda feminista, longe de igualar os gêneros, nos prende a antigas injustiças que nos forçam a usar dois pesos e duas medidas na hora de julgar os sexos. Os escritores e poetas famosos da história que se suicidaram, agiram assim porque o mundo é terrível. As escritoras e poetizas famosas da história que se suicidaram, agiram assim porque os homens são terríveis. 


Cartoon da argentina Maitena
Em um contexto ideológico que pretende enaltecer o feminino, a vitimização faz da mulher um out-door disputado pelas contraditórias mensagens de uma publicidade confusa e indecifrável. O resultado é uma identidade fragmentada, complicada, que mal se sustenta. 


Em uma entrevista ao programa Entrelinhas, durante a Fliporto, falando sobre sua especialidade, mulheres importantes da história da literatura, Paglia não deixou barato: “O mesmo aconteceu com Virgínia Wolf. Assim como aconteceu com Sylvia Plat, ela foi transformada numa vítima, outra suicida convertida em vítima dos homens, etc., etc., etc... Frida Kahlo é outra, ok? Eu odeio isso! Eu odeio essa vitimização! Esse horrível drama sentimental que as feministas projetam sobre o mundo”.


Christina Hoff Sommers
E Paglia não está sozinha. Outra intelectual de destaque a desconfiar do movimento é a filósofa, escritora e ex-militante feminista Christina Hoff Sommers, autora do polêmico Who Stole Feminism: How Woman Have Betrayed Women e de The War Against Boys (traduzindo, Quem Roubou o Feminismo: Como as Mulheres têm Traído as Mulheres, e o segundo, Guerra contra os Meninos). Sommers pôs em risco a própria reputação ao enfrentar o jornal New York Times, assim como o próprio governo americano, e provar que as estatísticas sobre violência contra mulheres são majoritariamente falsas.

Houve um ano, no final da década de 1990, em que, segundo o WEEA, órgão do governo americano que lida com violência doméstica, o número declarado de mulheres espancadas até a morte por seus parceiros era exatamente o dobro da quantidade total de americanos falecidos por todas as causas possíveis: doenças, acidentes, velhice, violência etc. 


Uma estatística absurda! Logicamente, uma fraude. Sommers foi confrontada pelo WEEA e pelo New York Times, mas ninguém conseguiu derrubar suas alegações. Depois disso, o jornal respondeu-lhe que, se é para proteger as mulheres, mentir para toda a sociedade não é antiético.

Hoje, Christina Hoff Sommers se dedica a apontar as falsidades, discrepâncias e exageros que o feminismo acadêmico tem incutido na descrição da história ocidental contemporânea, bem como a tentar compreender as razões por trás do que considera uma guerra instituída e muito bem financiada contra os homens e meninos em todos os âmbitos da sociedade norte-americana, principalmente no sistema educacional. 


Frase de Gloria Steinem (Ms. Magazine)
“O feminismo usa estatísticas”, brinca a autora, “como um peixe usa uma bicicleta”.

A escritora e ativista Erin Pizzey ficou famosa na agitada Inglaterra dos anos 1960 por ter criado os primeiros abrigos para mulheres vítimas de violência doméstica.


Logo ela descobriu padrões que tipificavam as mulheres que estavam constantemente se envolvendo em relações conturbadas. Além disso, Pizzey notou o grande potencia para a violência (e não apenas psicológica) que as mulheres possuem, sobretudo contra os próprios filhos. Ela criou abrigos também para homens e meninos e criticou a sociedade britânica por fazer silêncio e não proteger o sexo masculino em circunstância alguma. Obviamente ela foi condenada pelas próprias parceiras feministas, razão pela qual desistiu do feminismo. 


“Se você inaugura um movimento dedicado a promover o ódio aos homens, eu não tenho condições de participar dele”, declarou.

Unindo-se a pesquisadores, psicólogos e médicos que se preocupavam com a falta de informação sobre o assunto da violência entre parceiros, ela publicou diversos estudos tais como Prone to Violence e Scream Quietly or the Neighbours Will Hear (algo como Propensão à Violência e Grite Baixinho ou os Vizinhos Ouvirão), que revolucionaram a perspectiva médica sobre a questão. 


www.mulherescontraofeminismo.wordpress.com
No entanto, mesmo ficando conhecida como a mulher que mais combateu a violência de gênero, Erin Pizzey, sua família e seu trabalho passaram a ser sistematicamente atacados por diversos grupos feministas. As passeatas diante de sua casa, gritarias e danos a propriedades duraram anos. 


A agressividade foi tal que, depois de várias ameaças de bomba e do linchamento de sua cadela, queimada viva, sua família foi aconselhada pela polícia e pelo governo britânico a abandonar o país. “O que eu digo desde o início de tudo é que não existe uma questão de gênero”, insiste Pizzey.


Angela Keaton
Segundo Angela Keaton, lésbica assumida, pacifista, diretora de operações do Antiwar.com e membro do Libertarian Party, é chegada a hora de a mulher parar de achar que tem o direito de decidir o que a mulher pode ou não ser e fazer. Keaton é parte de outra forma de dissidência, o feminismo auto-crítico. São indivíduos que duvidam da honestidade do atual feminismo e rejeitam seu sectarismo, mas em vez de desistirem do título, se impõem como os legítimos representantes dessa ideologia.

Ao que parece, a exemplo do cavalheirismo, a idéia de que o feminismo é um movimento libertário e igualitário deixou de ser uma unanimidade.

A web está forrada de exemplos de mulheres que, em defesa do liberalismo e do individualismo, descobriram a necessidade de fazer oposição ao atual feminismo, o feminismo radical, o ultrafeminismo, seja qual for o nome dado. Dentre elas destacam-se christyOmisty, brittanysofficial e girlwhriteswhat — sendo esta última, Karen Straughan, minha favorita, porque seus textos são de uma lógica invejável e uma capacidade analítica excepcional. 
"Uma mulher precisa de um homem como
um peixe precisa de uma bicicleta"
(Slogan feminista)

Outra conseqüência do feminismo moderno é um aumento da percepção pública com relação, não a questões femininas, mas à condição masculina em geral. Agora a pouco eu entrei no facebook do Men’s Rights Moviment (sim, hoje existe grande preocupação com os homens por parte de grupos humanitários) e tomei aquele susto: praticamente só havia mulheres criticando os exageros do feminismo e das leis de proteção a mulheres.

"Se ao menos treinar meninos
fosse fácil como treinar filhotes..."
Uma página feminista chamada Women are Smart publicou uma lista de nove mudanças que as mulheres deveriam conquistar a fim de acabar com todas as guerras, uma verdadeira cirurgia cultural que mais se parece com os experimentos da velha eugenia nazista. Resumindo: é preciso abortar 99% dos fetos masculinos e isolar o “gene gay” (existe isso?), garantindo que os poucos homens remanescentes sejam homossexuais educados como mulheres, assim toda a violência e os problemas do mundo acabarão! É mole?

Polarização, maniqueísmo e misandria
Na retórica do feminismo extremista, “maldade” é uma palavra masculina e heterossexual. E isso é um axioma inquestionável. Não sei com que órgão estão raciocinando, mas sem dúvida não é com o cérebro. Os nove itens da lista — publicada ao fim desse texto, na língua original —, cada um mais desumano que o outro, deixaram embasbacadas as mulheres do Men’s Rights Moviment.

Uma delas, chamada Heather Skipp, fez um comentário que, por razões pessoais, me chamou a atenção (traduzido do inglês): “Eu passei por mais problemas com mulheres do que jamais encontrei com homens. Viver numa sociedade repleta de mulheres reclamando umas das outras soa mais como um pesadelo apocalíptico do que com a paz na Terra”. 


Quanto a mim, falando como um homem que rejeitou a sociedade de costumes obrigatórios, as leis imperiais e supostamente patriarcais do MATRImônio e da MATERnidade, os limites estreitos dos papeis de gênero, o cavalheirismo e tudo mais, eu confesso que tive exatamente a mesma experiência.

Eu cresci na capital do Ceará, numa época em que não ser machista era como estar de terno e gravata num campo de nudismo, e, no entanto, o que isso me ensinou foi o quanto uma cultura machista pode ser inerentemente matriarcal.

A rainha guerreira Boudicca, por J. Opie, san-
guinária e amada pelo feminismo britânico
Nesse entorno, eu tive o desprazer de ser o típico garoto magricela, que apanha de todos, tem vergonha de tirar a camisa em público (a aula de natação era um terror!) e prefere pular elástico com as meninas a jogar futebol. Assim mesmo, reclamar constantemente da minha postura, da minha maneira de andar e ficar dizendo que eu falava “feito mulherzinha” — tanto na família quanto na escola —, era uma tarefa eminentemente feminina. 


"Parece que era uma sociedade matriarcal."
“A mulher faz o homem”, já dizia minha avó. É mais que constrangedor para um menino de nove, dez anos, com o dedo de alguma tia velha apontado para o nariz, ter que ouvir confusas exigências do tipo: “Olha lá, menino! Toda mãe tem direito a seus netos, então respeite as mulheres e não seja fresco — seja macho!”


Para mim, e eu nunca tive a menor dúvida disso, rejeitar costumes como o cavalheirismo era uma atitude de rebeldia “contra as mulheres”, era puxar o tapete vermelho de sob os pés de quem acredita que tem a obrigação de intervir — em ações grupais, como que numa espécie de tribo — na individualidade do sexo oposto, sempre que considerarem conveniente. Será que agora, com a mesma intenção rebelde, eu terei que me habituar a abrir portas e puxar cadeiras?

Duvido muito. Em gênero, número e grau.


(Escrito por J.G. Pinheiro.)

...


"Quando as Mulheres Governarem o Mundo"
Abaixo vai o comentário completo da Heather, que me influenciou a escrever esta resenha crítica sobre o artigo da Cynara, bem como o link da página do Women are Smart e os nove pontos que as mulheres devem conquistar para derrotar seus "opressores masculinos" (é de arrepiar até o esqueleto):


Heather Skipp Just what do these women think will happen if all men ceased to exist? They'd rapidly gain the ability to reproduce asexually?
I've had more problems with women than I have ever encountered with men. To live in a society full of women bitching each other out sounds like an apocalyptic nightmare rather than peace on Earth.

I am writing an outline of nine points that we must win to over come our male oppressors:

1. We must take biological control of OUR wombs, and use sexual selection to abort male fetuses to end the reign of patriarchy within 60 years. Saving 1 male child for every 100 abortions.

C. P. Estés é acusada de inventar mitos e contos
populares a fim de vender seu famoso arquétipo
2: If possible we must raise the remainder (1%) as females, isolation of the "gay gene" will help with the selection of term embryos and will increase passivity, and put an end to domestic violence! The violence against women act will now longer be needed. The police can become "safty operatives" rather than a force to prevent Male violence and rape.

3: We must end the education of males, reading for men will be a crime just as it was for women for so long. A smaller population of gay males raised as girls that are uneducated will...END ALL WAR!

4: Throw out the gender biased religions and institute nature and mother earth in the form as a goddess as the religion of state. Men will be excluded! This will end child molestation!

5: Multi generational female matriarchy will take the place of the current nuclear family patriarchy, our girls will have loving caring lesbian relationships as delicate as flowers and as long lasting as the mighty gentle oak. They will draw sperm from recognized banks and have healthy female children (see #1).

Pintura Kalighat (Índia, 1800 DC)
6: Males that have not been aborted will do farm work as well as pick up and sort recycling and clean the trash left over from 5000 years of patriarchy!

7: Cows, chickens and all female live stock will be liberated from the forced pregnancy and rape from their human male oppressors! While one female of any species is in chains we are women are never free! Male animals will be raised for slaughter and consumption.

8: With out war education will be free for all women, there will be giant steps and leaps in technology that will bring us beyond the petty male Mars accomplishment. Illness will be cured and life will last well into the healthy hundreds! As the science progresses all non human life will be modified to become genetically A sexual to end the violence of Males of all species once and for all!

9: Peace will reign for all time! freedom will ring! Women unite to end the tyranny of man!


"Cidadão de Segunda Classe" (trecho de cartoon de Tatsuya Ishida)

...


Os vídeos abaixo são extremamente inspirados e bem intencionados. Eles estão aqui para provar que a era da polarização sexista já deu o que tinha que dar.


1- Camille Paglia no Brasil, em entrevista dada ao Terceiro Congresso Internacional de Jornalismo Cultural, falando sobre ateísmo e o sentido do maravilhoso, respeito pela natureza, pelo universo e a expansão da consciência, a cultura lisérgica dos anos 60, Rolling Stones, Jim Morrison e muito mais (legendas em português).

Camille Paglia | Entrevista [legendas em português]


2- Camille Paglia no Brasil entrevistada pelo programa Entrelinhas, durante a Fliporto (legendas em português). Essa entrevista foi citada no artigo acima.

Entrelinhas - Camille Paglia


3- Christina Hoff Sommers fala sobre as falsas estatísticas sobre violência contra a mulher. Fascinante! As legendas em português, um excelente trabalho, são uma cortesia de Aldir Gracindo.

Christina Hoff Sommers: Distorções sobre violência doméstica (rep.)



4-  Christina Hoff Sommers palestrando sobre a guerra contra os meninos (sem legendas).

War Against Boys


5- Christina Hoff Sommers no IDEACITY 2010, “as pessoas mais inteligentes, as maiores idéias”. Um fascinante resumo sobre como a misandria instituída desprivilegia os meninos em todos os setores da cultura norte americana, principalmente no ensino público. Legendas em português de Aldir Grascindo. Imperdível!

Christina Hoff Sommers fala pelos meninos no IDEACITY 2010



6- Uma mulher forte, com uma vida notável, Erin Pizzey fala na televisão britânica (sim, ela está de volta) sobre os desequilíbrios de certas leis de proteção às mulheres. “Essa é uma indústria milionária, o combate à violência doméstica", declara Pizzey, "e as mulheres que estão no controle não vão aceitar nenhuma evidência que tire delas esse dinheiro.” (Legendas em português.)

Tabu e censura feministas: Erin Pizzey , violencia doméstica e feminismo



7- A filósofa e escritora Ayn Rand foi uma figura espetacular. Essa mulher fugiu da perseguição durante a revolução russa, sobreviveu à guerras e se tornou uma importante autora e roteirista de cinema norte americana. Aqui, em um programa de tevê dos anos 60, Rand prevê os rumos do feminismo corporativo. “Você não combate um mal ao adotá-lo e praticá-lo.” (Legendas em português.)

Ayn Rand - Feminismo (legendado)


8- Apresentando Karen Straughan, do canal GirlWritesWhat, o poder da lógica em mais uma invejável argumentação (legendas em portugês).

Feminismo, sobrevivência e o homem descartável - Mulheres contra o feminismo


9- GirlWritesWhat respondendo, em duas partes, às críticas ao seu trabalho feitas pela feminista Danielle Paradis (as legendas em português são de Aldir Gracindo).

PARTE 1

Oi, Danielle, é um prazer conhece-la



PARTE 2

Oi, Danielle, é um prazer conhece-la



10- Aqui, o comediante e apresentador de tevê americano Bill Maher abre seu programa, Politicaly Incorect, satirizando os rumos atuais do feminismo. Corajoso e hilariante.  (Legendas em português.)

Bill Maher - Feminismo



11- E, para terminar, a garota de um canal brasileiro chamado Acidez Feminina em uma crítica bastante pessoal aos desequilíbrios do feminismo moderno (áudio em português).

Feminismo segundo uma mulher contra o feminismo

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